O seu alter ego pensava
sempre o contrário que ele. Se ele pensava em sim, o alter ego pensava em não.
O alter ego media as decisões, fazia pensar se elas eram realmente certas ou
erradas. Ele era o contrapeso das decisões. Ele fê-lo pensar em todas as decisões.
Chegou até a pensar se era esquizofrênico, mas sabia que não era. Começou a
perceber que o alter ego era contra todas as decisões que ele fazia e negava o
pensamento do alter ego. O alter ego conseguiu perceber que ele havia percebido
aquilo e resolveu sempre acordar com o que ele pensava e ele passou a concordar
com o alter ego. Ficou nesse jogo durante meses: decisões erradas foram
tomadas. Certas também. Mas as erradas tiveram mais repercussão. O Alter Ego
percebeu que tinha cumprido sua missão; fê-lo pensar em todas as decisões.
Desde então, nunca mais se arrependeu de nenhuma decisão, certa ou errada.
Pensava antes de decidir. Orgulhava-se disso. O alter ego e ele!

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