15 de março de 2012

Singularize

E no meio daqueles milhares que estavam com ele, ele era o único sozinho. Numa vibe diferente. Numa vibe boa. Era estranho vê-lo assim, extasiado, num mundo singular. Ele, aquele que sempre arranjava algum defeito na sua vida mas sempre via uma qualidade na vida dos outros. Pseudo-otimista, digamos assim. Era sempre assim, menos hoje. Ninguém o notava, eram muitos e estavam ocupados. Ocupados não, se ocupando. E ele sempre com fone de ouvido, inclusive agora. A música fazia parte daquele silêncio. A música interagia com o seu mundo, que durante um tempo foi só dele. Um tempo nada, no máximo 10 minutos. Para ele era uma eternidade. Calma, espera. Ainda não acabou, deixe-o curtir esse final...

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