Andava triste, tristinho. Bem como Zeca Baleiro. Mas usei uma
coisa. Uma coisa que muitos têm, mas poucos têm que nem eu. Usei a amizade, os
amigos, as boas conversas. Isso não tem como reclamar, isso é a minha válvula
de escape - mesmo que seja motivo de constante felicidade. Algumas vezes
notícias incertas te abalam, acontece. Algumas vezes derivações dessas notícias
incertas te deixam com mais incertezas e isso te aflige, te deixa ansioso. Aí a
gente corre pros amigos tal qual uma criança corre para a mãe quando se vê em
perigo. Não tem nada de errado nisso, isso faz um bem danado. Esse bem você só
repara quando o mal vai embora, não necessariamente quando o bem chega. O mal é
mais forte na minha vida, talvez por ser menos presente. O presente é que as (ótimas)
amizades são presentes e nunca deixam o mal chegar perto. E quando chega eles
tratam de jogá-lo para longe, mesmo que seja te escutando, falando "tem
certeza, cara?"; a amizade é isso. Ver um problema na situação, mas falar
que não vê. Bons fluídos. Valeu por vocês existirem, amigos.
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