29 de janeiro de 2012

A (minha) história de bar.

Termina o primeiro tempo. A batata frita finalmente chega. A porção é generosa, como o garçom disse.
- Katchup, por favor.
A batata já estava esfriando quando o garçom chega. A embalagem é estranha. Ponho no prato e passo a batata. É, esse katchup é ruim. dane-se, estou com fome. A batata termina e o segundo tempo começa. Sem alterações. Pensei em pedir outro guaraná, o primeiro acabou junto com a batata. Estou sem dinheiro, ficarei "seco" até o final do jogo. O bar está vazio, deve ser por causa da chuva. Não sei qual é o time do cara da mesa ao lado. Ele grita quando a bola passa perto do gol mas fica zoando os jogadores do Fluminense e tem cara de vascaíno. Ele botou um palito na boca, deve ser vascaíno. Enquanto ele tirava o palito o Fluminense quase tomou gol. Essa partida tá com cara de 0 a 0. Chovendo, lenta e sem muita qualidade. Viro pro lado e leio o slogan do Johnnie Walker parafraseando Anita Garibaldi: "Não tenha medo de viver, de correr atrás dos seus sonhos. Tenha medo de ficar parado." deve ser um bom sinal. levanto e vou ao banheiro, vai ver eu sou pé frio. Ou só morno. Não sei se quero que o Fluminense faça gol enquanto eu estiver fora. Não, quero sim. Eu volto e tá 1 a 0, gol do estreante Anderson. Meus amigos me mandam ficar no banheiro. "Pode isso Arnaldo?". O Flu faz o segundo com W. Nem. É, não sou pé frio. O cara da mesa ao lado vibra com o gol, ele é tricolor. 40 minutos e eu peço a conta, ela deve chegar quando tiver nos acréscimos. Não, ela chega rápida. Mercenários. 3 minutos de acréscimos, já quero ir embora. Gol do Flu, Araújo. Não gosto dele, joga mal. R$30,25. Dez reais pra cada um. Deu para pagar. O jogo acaba e leio a frase pequena no slogan: "Você é do tamanho dos seus passos". Vou pra casa em passos largos.

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